quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Marco Aurélio expõe reivindicações do Litoral Sul em reunião com o secretário estadual da Saúde



Prefeito de Itanhaém voltou a enfatizar a importância da ampliação e fortalecimento da estrutura da saúde nas cidades do Litoral Sul. “Enquanto isso não ocorrer, fica uma situação desigual”.

O prefeito de Itanhaém, Marco Aurélio Gomes (PSDB), participou nesta quarta-feira (27), na Capital, de reunião entre os prefeitos da Região Metropolitana e o secretário estadual de Saúde, Giovani Guido Cerri. O encontro foi solicitado pelos prefeitos e foi intermediado pelo secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edmur Mesquita. O objetivo foi aproximar os prefeitos reeleitos e eleitos da cúpula da saúde pública no Estado. Marco Aurélio estava acompanhado do vice-prefeito José Roberto Pereira do Nascimento (PMDB).


Ao longo da reunião, os prefeitos tiveram a oportunidade de apresentar um diagnóstico da saúde em seus municípios, apontar reivindicações e debater propostas em comum, como o fortalecimento da estrutura das cidades do Litoral Sul, meta defendida pelo prefeito de Itanhaém. "A Baixada Santista cresce em sua economia, mas também nos problemas sociais e a saúde é a preocupação maior dos prefeitos. Em nossa opinião, é preciso reforçar a estrutura no Litoral Sul porque é uma forma de desafogar Praia Grande e Santos e permite que as prefeituras economizem com o TFP (Transporte Fora de Domicílio)".

A declaração de Marco Aurélio foi elogiada pelo prefeito Alberto Mourão, de Praia Grande e reforçada por Ana Preto, de Peruíbe, e Artur Parada Prócida, de Mongaguá. Segundo Mourão, o Litoral Sul já comporta uma unidade do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que existe em sua cidade desde 2009 e cujos usuários são, em grande parte, do Litoral Sul. “A nossa proposta é que seja implantada uma AME também na divisa de Itanhaém com Mongaguá. Com isso, teremos uma estrutura adequada para o crescimento populacional que se espera nesta região”, destacou o prefeito de Praia Grande.

O fechamento das maternidades de Peruíbe e Mongaguá foi apontada por Marco Aurélio como a razão dos problemas registrados nos últimos dias e relatados pela imprensa em relação ao Hospital Regional de Itanhaém. “Este é apenas um exemplo dos gargalos que se formam na saúde do Litoral Sul. Por isso, cada vez mais se faz necessária uma ação conjunta do Estado”.

O prefeito de Itanhaém também propôs que as cidades do Litoral Sul fortaleçam as redes básicas de saúde. “Tendo um bom atendimento nos bairros, vai desafogar o pronto socorro que, neste caso, vai voltar a servir ao seu fiel propósito, que são as emergências”. Marco Aurélio também apresentou outras reivindicações para as cidades do Litoral Sul, como um maior repasse de recursos para aquisição de medicamentos durante a temporada de verão e abertura do hospital regional para as emergências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), além de maior flexibilidade na central de vagas, com prioridade para as cidades mais próximas do hospital, no caso Peruíbe, Mongaguá e Itanhaém.

O único item da pauta que não chegou a ser abordado é o pleito de implantação de uma unidade com 50 leitos de retaguarda, no hospital regional. “Estamos com essa carência, de leitos para internações de menos de 24 horas. Mas apresentaremos esta meta no momento oportuno, mesmo porque a licitação da ampliação do hospital já foi concluída e qualquer alteração pode atrasar o início das obras”.

Por fim, Marco Aurélio avaliou o encontro como “um grande passo para resolver problemas históricos da saúde na Região Metropolitana”.

Por sua vez, o secretário estadual de Saúde fez um balanço das ações desenvolvidas pelo Governo na região. No caso de Itanhaém, enfatizou o processo de ampliação do hospital, que já teve a licitação concluída e cujas obras devem começar ainda neste semestre. “A reunião foi importante para saber as demandas dos municípios e buscar ações regionais. Medidas tomadas dois anos atrás estão em andamento, como ampliações de hospitais”.

Ao final do encontro, foi anunciada uma nova reunião, em março, entre o diretor do Instituto Emílio Ribas, David Uip e o diretor regional de saúde, Marco Botteon Neto, com os secretários municipais de saúde para identificar as prioridades regionais e avançar com investimentos na Região Metropolitana da Baixada Santista.

Além dos prefeitos citados, também compareceram a prefeita de Guarujá (Maria Antonieta de Brito) e o prefeito de São Vicente (Luís Cláudio Bili). Os municípios de Santos, Bertioga e Cubatão enviaram os secretários de saúde municipais.

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